Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

GAM 12 Anos



Há exatamente 12 anos atrás, o Grupo Amadododito estreava no Teatro Alfredo Mesquita, o seu primeiro trabalho: O Hospício – Não entre pensando que é uma comédia.

Não sei precisar exatamente em qual dia o meu grupo nasceu, por esta razão guardei esta data como especial.

Naquela época o grupo não tinha um nome próprio ainda. Isso só aconteceu em 1997, enquanto ensaiávamos os espetáculos Eu Vou... e O mundo é um palco.

Lembro-me daqueles dias como se fossem hoje: O texto ainda era precário, o cenário era um monte de pedaços da casa de cada um do elenco (inclusive a Priscilla Ribeiro já estava comigo neste trabalho).

Eu tinha 14 anos na época, e não sabia exatamente como iria ser a minha vida... Era simplesmente uma criança. Uma criança que já tinha a certeza de querer fazer teatro por um longo e imenso período.

Naquela época eu já sabia que isso era o que eu queria para a minha vida, mas nunca pensava (pelo menos naquela época) que um dia eu pudesse juntar mais de 45 pessoas pensando e querendo a mesma coisa.

Hoje, 12 anos depois, mais de 700 pessoas (acreditem!), já passaram por este grupo. Mais de 700 vidas que “cuidei” com muito carinho e que tentei ao máximo tratar o amor à arte e ao próximo.

Até hoje, já fizemos alguns espetáculos. Alguns que considero com muito sucesso. Sucesso pessoal.

Só quem estava em Contando Histórias, na sua primeira tentativa de montagem (por exemplo, Artur e Procópio) sabem da dificuldade que era manter um elenco fixo e sólido conosco. Achar pessoas que quisessem se comprometer com o teatro.

Tivemos nestes espetáculos, realizados durante todo este período, mais de 150 atores e atrizes em cena. Que orgulho!

No Hospício, Eu Vou e O Mundo é um Palco era tudo muito amador. O texto, o figurino, o cenário, enfim... Com o passar do tempo, o “Império Amadododito” começou a crescer e a se firmar, mas foi só em Contando Histórias que esta história começou a mudar. Um espetáculo que caminhou com suas próprias pernas e era sucesso de público. E um elenco guardado dentro de mim com muito carinho.

Com Muiraquitã, estávamos com um público já fiel ao nosso trabalho. Era um espetáculo lindo, que eu (particularmente) gostei muito de dirigir. Havia algumas cenas que eu amava!!! Pena que tenha ficado somente dois meses em cartaz.

Durante este longo período, passei por muitos momentos difíceis e por muitas vezes pensei em desistir de tudo. Em realmente deixar este meu sonho de lado.

Passaram por “aqui”, várias pessoas que se sentiram maiores que o grupo, pessoas que se sentiram maiores que os textos, maiores que o teatro, egos aflorados, pessoas que usaram o grupo, fora a grande dificuldade que sempre foi erguer um espetáculo. Mas tudo isso passa. Simplesmente passa.

Passou!

Em contrapartida, passaram por aqui pessoas que só agregaram e que souberam deixar um carinho especial em mim. Não quero ser injusto, mas quero lembrar de alguns nomes: Angélica Casselli, Thiago Damascena, Tássia Nacarato, Mateus Dauricio, Arthur Neves, Jussara Neves, Bete Sousa, Zanza Sousa, Cadu Oliveira, Willian Pesenti, Tony Galvão, Fernando Gouveia, Tom Rocha, Tuca Melo, Paula Avilis, Rodrigo Bellfort, Márcio Barbeiro, Juliana Lima, Guigo Potter, Renato Fernandes, Clayton Sant, Fernanda David, Renato Onishi, Juliana Martinho, Tiago Wendland, Érika Jekl, Iran Fernandes, Murilo Fernandes, Carlos Jacó, Guilherme Montoia, Theo Moraes, Adriana Festino, Filipi Barbosa, Leandro Segala, David Cisotto, Diógenes Velozo, Ronaldo Gualberto, Fernando Gasparetto, Débora Borges, Geraldo Sélvia e Jetro Ramos. E claro que o meu inseparável Ricardo Negreiros.

Tudo o que passamos serviu para que amadurecêssemos. Até as piores coisas nos fizeram crescer muito.

Hoje, estou feliz com o trabalho profissional que realizamos e com todos os passos que estamos dando.

Não posso passar por este e-mail sem citar o meu querido Arthur Neves, que foi quem começou todo este sonho junto comigo, inclusive gritando (insuportavelmente) a palavra Amadododito pelos ares. (rs) Obrigadão!

Hoje, quero comemorar com todos vocês estes 12 anos de muita história e de muita luta!

Quero agradecer o pedaço que cada um de vocês (em determinado momento da vida) nos cedeu. A aquele que foi em poucas aulas, a aqueles que foram em todas, a aqueles que pisaram no palco, a aqueles que ensaiaram e não puderam pisar, a aqueles que nos ajudavam nos bastidores ou simplesmente aqueles que torciam pela gente. E quem sabe até, aos que hoje não torcem mais. Isso também nos ajudou a crescer.

Quero de uma forma carinhosa agradecer ao Guilherme Montoia pelo logotipo mais lindo que este grupo poderia ter (incluindo o comemorativo dos 12 anos)

Quero agradecer imensamente a melhor oficina de todos os tempos, que está sendo a deste ano. Somente quem está vivenciando-a pode expressar o inexplicável que acontece a cada sábado. Obrigado por serem leais, unidos, animados, talentosos e com a garra que precisamos. Obrigado a cada um. E tenho certeza que vocês saberão receber este carinho da forma correta. “Sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar” “Bjos GAMdi” “GAMém”... e aja palavras para o nosso dicionário... o GAMês... (rs)

Não posso terminar este e-mail sem agradecer imensamente ao elenco da “Comédia do Coração”: Lúcia, Guigo e Frajolla obrigado por terem começado este trabalho conosco e terem erguido este espetáculo.

Dinho, obrigado por estrear e brilhar tanto de uma só vez. Tudo ao mesmo tempo. Tudo com muito talento. Obrigado, de coração! Você é amigo e irmão (e você sabe disso). “Eu não sou bom para estas coisas de coruja”. Sou fã e te amo, peste!

Vanessa Cirilo e Alexandre Corá: obrigadíssimo por terem aceitado o meu pessoal convite de ingressarem novamente em um grupo que sempre foi de vocês. Foi de extrema importância pra gente ter o talento e amizade de vocês neste momento e em todos os outros. Sou fã e amo vocês.

E obviamente, quero agradecer de uma forma grata, a cinco pessoas especiais. Especiais porque desde o primeiro dia que pisaram dentro do grupo, nunca mais tiraram os pés de lá de dentro. Ajudaram-me a continuar com os pés no chão, secaram as minhas lágrimas e me mostraram o quanto somos capazes de fazer um trabalho esplendido. Os meus mais sinceros agradecimentos e devoção a vocês meus queridos e amados amigos: Rafael Procópio, Marilia Grampa, Artur Henrique, Priscilla Ribeiro e Ulisses Amorim, ou mais carinhosamente: Gozado, Bêbida, Peladão, Pri e Ussiles. Sou fã de vocês e amo especialmente cada um. Posso ficar aqui escrevendo durante 24 horas e não vou conseguir agradecê-los por tudo.



Concluindo:

Obrigado a todos vocês, que em determinado momento da vida, nos cederam um pouco (ou muito) de suas vidas e que confiaram no meu trabalho e na nossa arte. A vida pode ter dado muitas voltas (muitas mesmo), mas tenham a certeza que sou eternamente grato a cada uma dessas vidas que tiveram uma hora ou um pedaço de vida conosco.

Muito obrigado por estes 12 anos... felizes!!!

Beijos GAMdi
Alan Pires (06.11.2008)

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