
Vicio (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito") é o antónimo de Virtude (do latim "virtus", que significa "coragem ou força da alma") . Mas até que ponto somos considerados viciados, e até que ponto isso deixa de ser a coragem?
Dizem que a virtude é quando se tem a dor seguida do prazer e o vicio quando se tem o prazer seguido da dor, mas e quando a dor e o prazer se invertem?
Quando a nicotina deixa de ser um vicio e se torna um prazer, ou quando a preconceito entra no mesmo quesito? Quando um fumante decide parar de fumar, a sociedade apoia afirmando que esta no caminho certo, mesmo que o vicio seja trocado por algo "menos nocivo". Porém quando a liberdade torna-se questionável? será que existe um programa de anti-preconceito?
Cigarro pode causar impotência sexual, mas o preconceito causa impotência cerebral.
Quando abdicamos de nossa liberdade para viver uma vida escondida, isso é prazer ou dor? Será mais fácil enfrentar as criticas ou se juntar aos críticos? Dor da conquista ou prazer da mentira?
Sempre somos questionados pra mudar de opinião, para que sejamos mais corretos (você já bejou mulher? Você quer ter filhos? E sua família aceitam?) , como se existisse um adesivo que mude a opinião ou um chiclete que amenize a vontade de ser livre.
Então pergunto novamente, quando a dor e o prazer se invertem, quando a liberdade combate o medo, quem acaba falando mais alto?
Eu respondo que ambos acabam por vencer, pois enquanto a dor está suportável a ponto de haver ainda forca ou que o prazer acabe por compensar a dor sofrida, poderemos ser feliz, mesmo viciados na virtude da...liberdade.
Dinho Martins

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