Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

): Muiraquitã :)

Hoje não estou aqui para deixar somente uma dica sobre a peça, mas uma "dica" que sei que irão entender.

A Peça? Ela já existe... Ela quer aparecer nos palcos... As frases escritas num pedaço de papel querem saltar para vozes falantes e talentosas... Onde a vontade de encontrar-se seja em todo sábado à tarde... No corpo deste ser falante.... Nos gestos que ele emprestará aquele ser de celulose.... Depois com o abrir das cortinas... Para enfim residir na alma dos espectadores.

Espectadores com fome! Famintos! Sem libido de arte; sem libido de brio.

Unhas, dedos e palma, se transformam no melhor pagamento já recebido por qualquer um. O som que aquece nossas almas e nos recarrega para aguentar tudo ao mesmo tempo. O som que tira e nos retira da loucura diária.

Este som me move. Este som me motiva. Este som me comove.

Ao mesmo tempo de uma mesma vida, já fiz: cursos, TCC´s, aulas, ginástica, já trabalhei durante semana, já saí do trabalho e fui pro ensaio, já saí do ensaio e fui pro trabalho, já tive que ir a pé, outras vezes já pude ir de táxi, já cheguei direto da balada, já fui direto da balada e dormi no chão até dar a hora, já fui direto do hotel, já fui com fome, já fui almoçado, já fui sem dinheiro pra comer um lanche, já fui com dinheiro até para conseguir pagar um lanche, mas sempre estava lá.

Por duas vezes - e apenas estas duas vezes - a rotina, a saúde, outros fatores me impediram de ir atrás daquele som. Como me senti traído. Traído não pela vida, mas por mim mesmo. Não ir era como não procurar o que sinto. Não ir era como não regar a semente gigante que existia em mim. Não ir.... Seria o fim. O fim do Alan, que eu mesmo queria para ele. Ele merecia isso. Ele queria isso. Ele respira isso. Bom, vivo ele está até hoje!

Valorize o que muitos gostariam de poder valorizar. E fico muitas vezes me perguntando: será que o restante do mundo merecia sentir, viver e poder construir tudo o que conseguimos juntos?

...

Pobres mortais! Neste momento me considero rico. A pessoa que tem o melhor investimento. A melhor rentabilidade. Os maiores juros do mundo. E uma divida imensa.

Rico de arte. Investindo na minha alma. Rendendo sorrisos e lágrimas. 100% de taxa de juros, que espero pagar pelo resto da vida.

A divida eu nunca irei pagar. É uma divida alheia.

Ah... A divida?! Deixo para o publico pagar-me com aplausos.

Beijos GAMdi
Alan Pires

3 Comentários:

Blogger Letícia Félix disse...

realmente arrepia!

22 de Janeiro de 2009 15:52  
Anonymous Alan Pires disse...

Que bom, lê!!!!

22 de Janeiro de 2009 17:23  
Anonymous Marília disse...

absolutamente!

20 de Fevereiro de 2009 13:04  

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