quinta-feira, 8 de outubro de 2009



ENTREVISTA COM SAN ALVES

Hoje a entrevista é com o ator e integrante da Oficina do Dito. Interpretou o personagem Jonny em Muiraquitã.


Nome: Sandoval Alves
Idade: 23 anos
No GAM desde: 19/04/2009

Amado: Você já fazia, ou havia feito teatro antes de entrar no GAM?
San Alves: Na época da faculdade uma professora quis começar um grupo de teatro quando eu estava no primeiro ano, mas acabou que o grupo não deu certo e o assunto caiu no esquecimento. Depois disso não tive mais nenhum envolvimento.

Amado: Como conheceu, e chegou até o grupo?
San Alves: Meu primeiro contato com o Amadododito foi em 2005, quando eu fui a convite de um amigo ver contando histórias, mas acabei não vendo porque quando chegamos já haviam acabado os ingressos. Depois disso não tive mais contato até 2008 quando conheci o Alan (Diretor) no Orkut através das comunidades do grupo, ele me chamou pra fazer oficina, mas naquele ano não dava pra mim, pois tava no ultimo ano da faculdade e o TCC estava me enlouquecendo. Aí em 2009, como terminou a faculdade, eu pude entrar na oficina do Dito e cá estou até hoje.

Amado: O que mudou na sua vida desde entrou no Grupo Amadododito?
San Alves: Eu estava numa má fase. Eu era apático a vida, ou seja, não tinha emoção por mais nada do que eu fazia. Vivia por viver. O Amadododito me trouxe de volta o Tesão de viver e de me sentir fazendo algo que realmente gosto e que vale a pena. Um sentimento de que você está no lugar certo sabe?

Amado: Qual foi o acontecimento mais marcante dentro da oficina?
San Alves: O mais marcante pra mim foi um exercício de improviso onde tínhamos de fazer um padre, uma freira, uma prostituta e outros personagens. Eu fiz um padre e foi marcante pra mim porque até ali eu não sentia que levava jeito pra teatro, mas as coisas que ouvi de algumas pessoas depois desse exercício me marcaram muito. E foi desde então que eu passei a me dedicar mais e me descobrir como um futuro ator.

Amado: Como foi a sensação de um dia estar na oficina, e no outro receber a notícia que estaria no palco substituindo um personagem pelo resto da temporada?
San Alves:
Foi um misto de pavor, alegria, receio e mais um monte de coisas. Eu recebi a notícia na véspera da estréia, uma sexta feira à noite. Entrei em pânico e não consegui dormir. Mas graças a deus deu tudo certo, eu tive umas semaninhas a mais pra ensaiar e consegui fazer o papel. NÃO POSSO deixar de agradecer ao Alan e a Maitê, que me ajudaram demais na minha preparação. Obrigado!

Amado: O que você está sentindo nesta reta final da Oficina do Dito?
San Alves: Estou gostando de ver o rumo que a oficina está tomando. Ficando mais concentrada, mas sem perder nossa principal característica que é o humor! Tenho orgulho em ser do Dito, porque é uma galera leve e gostosa de conviver.

Amado: O que você espera das mudanças que estão por vir dentro do grupo?
San Alves: Eu espero que o grupo ganhe uma visibilidade maior e com isso consiga crescer e se consolidar como um dos grandes grupos de teatro que existem na cidade. Estou muito contente de estar participando de tudo isso, gosto e acredito muito no Amadododito e acho que por isso tenho me empenhado tanto nos últimos meses e aceitei alguns desafios. Acredito que esse novo espaço vá trazer paz ao grupo com relação a locais de apresentação e com isso os espetáculos tendem a ficar ainda melhores.

Amado: Para você, o que é ser Amadododito?
San Alves: Ser Amadododito é estar sempre sendo convidado a se desafiar, vencer seus medos e preconceitos e se tornar cada vez melhor.

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